quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Voo com Thomas

Essa semana recebemos a visita do Thomas aqui na Argentina, e como ele veio de avião fez a boa ação de levar voar todos que estavam ficando só no chão (equipes).
O voo foi muito legal, e finalmente eu pude ver Chaves do céu, como todos diziam, tudo bem alagado.

Bom, gracias Thomas, eu adorei o voo, e fiquei muito feliz de poder voar aqui!





Festas

Como se tem  voado pouco por aqui, comida e festas não tem faltado. Na semana passada teve a "festa Internacional". Foram montadas mesinhas com cada país expondo algo típico. A maioria dos países expuseram comidas e bebidas. Nós do Brasil, como já era esperado, fizemos caipirinha. A maioria dos países levou alguma bebida alcoólica também, acho que todos pensavam em embebedar os adversários.hahaha
Nessa semana houve mais uma festa no clube, dessa vez a "festa Argentina". No inicio teve uma orquestra de tango que se apresentou a todos, enquanto um casal dançava. Mais tarde fomos para uma tenda, onde é o restaurante do camping, lá haviam comidas e bebidas típicas argentinas.
Agora esperamos que o tempo melhore, para que tenham mais voos do que festas! haha


 Festinha dos países, cheia já!

 Brasileiros fazendo caipirinha.



 Torta Polonesa, uma delícia, e é de uva! haha

 Orquestra da festa argentina.


Os dançarinos. Foto by: Rob Millenaar



Mais parado que água de poço

De manhã cedo já sabíamos que seria um dia "mole".
De qualquer forma levamos todos os planadores pra pista, mas foi só pra cumprir o protocolo. 
Primeira decolagem 12:15, que foi adiada para 12:45, que foi adiada as 13:00, e então todas as provas foram canceladas. Mais um dia sem voo. Céu coberto e chuva chegando no final da tarde.

Ontem minha irmã disse que estava fazendo muito calor em SC e perguntou como estava aqui. Eu disse: "Esta agradável, o que não é bom...".

De qualquer forma, encomendamos uma penca de boas térmicas com o Cacique Cobra Coral, no Brasil. Angelo cuidará dos tramites de importação. Esperamos que tudo dê certo. 

Enquanto isso, preparamos mais um assado. Dois porquinhos hoje. 


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Cacique Cobra Coral

Atenção Sr. Angelo Hermini,
Solicitamos que o Cacique Cobra Coral seja invocado.
Favor encomendar uma penca de térmicas para o WGC, aqui na Argentina.

Campeonato complicado

Hoje tivemos o terceiro dia consecutivo de provas canceladas pelo mau tempo. Na verdade nem é mau tempo. É tempo xoxo mesmo. Não chove e não sobe.
Hoje a Classe World decolou para tentar fazer alguma coisa. Tudo azul com térmicas fracas de 1 m/s até 800m. Chegamos a pegar algo melhor que nos levou até 900, mas não havia chances de fazer nada.
Prova cancelada, planador estaqueado, pilotos no chão...
Este campeonato está com a meteorologia totalmente ferrada. Não fizemos nenhuma prova decente. Todas foram provas marginais onde voamos sempre no modo ''salvação''. Imaginem que estamos aqui desde o dia 24 de dezembro e fizemos meia dúzia de vôos curtos com velocidades muito baixas.
Isso é uma lástima, pois a organização do campeonato está impecável e o clima do pessoal é ótimo.
Infelizmente estas provas onde passamos o tempo todo tentando não pousar fora são tensas, pouco divertidas e o resultado pode ser bastante influenciado pelo fator sorte. Podemos ver grandes campeões indo muito mal em alguns momentos, como os alemães na Classe Club, argentinos da Wold e assim por diante.
A parte boa no meu caso é que estou tendo a oportunidade de aprender bastante. Estou bem a vontade nos paliteiros com mais de 30 planadores, estou aprendendo a voar com vento forte... Está sendo uma boa escola para grandes competições.

No final das contas, vai ser uma grande experiência e um monte de histórias para contar!

Abraços,

Matheus.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Hoje

Hoje amanheceu fechado. A frente de ontem estava em cima de Chaves. Logo cedo cancelaram a prova. Dia de descanso a todos. Adivinha? Ao meio dia a frente foi embora e os cumulus apareceram pela primeira vez.  O melhor dia de Chaves até agora não tem nenhum planador no céu.
Eu não disse que as coisas aqui passam muito rápido?
Bem, vamos para a cidade comer um sorvete maravilhoso! (amanhã mandamos a foto!!)

Abraços,

Matheus.

Relatos...

Estou devendo três relatos. Os vôos dos dias 9 e 11 foram curtos e terminaram com pousos fora. O vôo do dia 10 foi bem interessante, muito difícil mas com prova completada.
Vamos ao dia 09. A previsão meteorológica era de um dia melhor que o anterior, assim, a comissão de provas marcou uma prova um tanto ousada. As classes club e standar tinham uma área encostada na praia e outra área na Sierra de la Ventana. A classe World ia para a mesma direção, apenas com pontos mais próximos.
A meteoro que era para ser melhor, acabou ficando pior. Havia uma inversão térmica na casa dos 1000m e as térmicas chegavam até aí e paravam. A prova era de área com 2h e 30min e calculamos que o melhor horário para partida seria às 14:30, pois a temperatura já havia subido um pouco mais e a inversão seria rompida. Fomos os primeiros a decolar bem cedo e isso significava que teríamos que ficar quase 2 horas no vôo local, o que é bem chato. Eu não gosto de ficar como mosca de padaria antes da largada, ainda mais com outros 90 planadores. É chato não ter um objetivo.
Quando faltava 1h para o horário ideal de largada (2:30 pm), resolvi abandonar os paliteiros e voar um pouco mais longe para testar algumas térmicas. Não encontrei nada e voltei. Nada mais subia. Para não pousar, aceitava girar qualquer coisa melhor que zero. Alguns planadores estavam altos (a 1.100m) e outros na mesma situação que eu. A 500 tentando subir. O horário foi passando e nada. Conseguimos subir a 1000m às 2:50, um pouco atrasados mais ainda em tempo de pegar a melhor parte do dia.
A dita inversão não dava muita chance. A temperatura ficou 1º abaixo do necessário para o dia bombar. Larguei e fui logo para a bananosa. 400m e aceitando qualquer coisa para subir. Como o vento de proa não era muito forte para os padrões de Chaves (25 km/h), dava para se salvar com uma térmica fraca. Os Checos que estavam comigo na largada sumiram. Não vi eles me passando e também não vi eles atrás. Não sei o que fizeram, vou ter que analisar o vôo deles. Eu larguei sozinho pois não achava coerente ficar esperando uma evolução meteorológica que poderia não acontecer. Já era tarde.
Saí desta primeira banana relativamente bem, mas a térmica terminou aos 900m. Isso se repetiu várias vezes. De 900 ia a 400, pegava alguma coisa na ordem de 1,5, 2m/s e andava mais um pouco. Um pouco cansado disso, pensei: Onde estão as térmicas de 4 m/s previstas pela meteorologia? Não deu 1 minuto e encontrei uma de 3,5 m/s. Muito bom. Subi até 1.400m pela primeira vez.
Estava próximo da primeira área e vi alguns planadores já voltando (a segunda área era bem próxima). Virei a área e fui em direção a segunda. A região era bem verde e logo vi alguns planadores baixos tentando se salvar. Fui voando lentamente procurando subir para tentar completar a prova, mas não consegui nada. Apenas algumas bolhas. Nestas bolhas, dava uma ou duas voltas, ganhava uns metros e parava de subir. Me segurei por algum tempo até chegar a 150 metros. Aí não havia mais o que fazer. Lavoura escolhida, pouso fora. Antes de pousar já havia visto outro planador na fazenda ao lado. Após pousar, fiquei assistindo os outros na banana. Mais de 30 planadores pousados na mesma região. Pousou um lituano na mesma área que eu.
O resgate foi tranquilo. pouco mais de 100km de casa, mas dentro da fazenda tivemos que abrir uma dezena de porteiras. Tudo certo graças a equipe mais eficiente do mundo (Obrigado Wally, Marion e Anna!).
Fui muito mal nesta prova pelo fato de ter largado muito tarde. Os outros planadores que estavam baixos comigo na hora da largada também pousaram fora. Alguns dos primeiros a partir cedo conseguiram completar.

No dia 11 (ontem) foi bem curto. Decolamos já com muita dúvida se conseguiríamos completar a prova ou não. Era uma prova de área com a distância mínima de 100 km (2 horas). A idéia era apenas beliscar as duas áreas. Saímos com um vento de cauda de 40 km/h e a entrada de uma frente nas costas. As coisas aqui passam muito rápido.
As térmicas estavam fracas, no máximo 2 m/s, mas como o vento era de cauda, dava para ir rápido. Saímos todos próximos, mas ao entrar na área, os franceses e mais alguns decidiram ir a frente. Eu achei loucura, pois teríamos que encarar o vento antes da entrada dos cirrus que sombreariam a segunda área. Viramos logo na borda eu e o Pimenta apenas. Alguns seguiram os franceses e outros ficaram tentando subir um pouco mais, esperando alguém sair para ir atrás.
Quando saímos, alguns vieram junto, mas vinham atrás para ''chupar'' nosso vôo, ou seja, deixar que encontrássemos as térmicas antes. Como estava azul, com vento de proa forte e topo das térmicas baixo (1.100m), estava bem difícil. Pegamos 2 ou 3 boas térmicas de 2,5m/s e tentávamos avançar. Olhei para o SeeYou e vi que não havíamos avançado praticamente nada. O vento neste momento era de mais de 50 km/h. Mal havíamos saído da área que apenas beliscamos. A média de quase 90 km/h caiu para 30 km/h em pouco tempo. Estávamos praticamente parados.
Fiz meus cálculos e constatei que seria impossível alguém completar a prova com PW-5. Com aquela média precisaríamos de umas 8 horas de vôo hehehe. Neste momento a segunda área já estava totalmente coberta pela frente que havia entrado.
Tentei por algum tempo voltar a Chaves para evitar um pouso fora, mas nem isso conseguia. Conformado com a situação, procurei o campo onde seria mais fácil o resgate para diminuir o desgaste físico. A 500m ainda determinei o local do pouso fora. Uma linda lavoura com soja recém plantado ao lado de uma estrada de chão muito boa que dava acesso a rodovia de asfalto que passa em frente ao aerolcube. Estava a 20 km de casa. Nesta lavoura havia uma porteira de acesso a estrada (sim, pois alguns campos aqui são bem isolados, mesmo ao lado das rutas. Como tudo é plano, eles costumam abrir valas bem grandes entre as estradas e os campos para drenar a água. Isso complica bastante o resgate). Tudo planejado para o pouso fora, mais ainda alto, tentei buscar alguma térmica no cone da lavoura. Nada feito. O vento era muito forte e eu decidi a 250m entrar no tráfego antes que ficasse longe demais.
Logo chegou minha equipe maravilhosa (Anna, Wally e Marion), que ainda assistiu o pouso de mais 3 planadores na mesma área. Toda classe World, Club e mais da metade da Standard no chão. 74 planadores pousados fora.

Bem, chega de pouso fora. No dia 10 (anteontem) fiz um vôo muito legal. A previsão era de um dia bom (apesar de eu não botar fé). Seria azul mas com térmicas fortes e topo alto (acima dos 1.500m). Havia uma camada de inversão mas que seria rompida com o aquecimento do dia.
A prova era de área com 3 horas, o que achei quase uma loucura, mas não nos cabe discutir, apenas voar.
Nos posicionamos bem para largar cedo. Era um paliteiro de PW ao lado da faixa. O vento era fraco para Chaves, 20 km/h.
Os Franceses deram a largada, eu e o Pimenta subimos mais um pouco e resolvemos largar também, pois o bandão estava indeciso aguardando alguém ir na frente. Os caras não se decidem, preferem ficar empatando num zerinho aguardando alguém tomar a decisão. Como o vento vai arrastando, com o tempo vamos ficando longe da faixa e tudo fica pior.
Quando eu e o Pimenta largamos, todos vieram atrás. A dita inversão térmica não foi rompida e só conseguimos subir a 1.100m. Logo após a largada já estávamos baixos (400m) e tendo que encontrar alguma coisa para não se ralar.
Achamos uma térmica boa rapidamente e todos que haviam largado depois chegaram junto. Achei até bom, pois agora também poderíamos voar no bandão e deixar os outros trabalhar um pouco.
Eramos em 12 PW-5. No bandão tudo fica mais fácil. Quando um achava alguma coisa, todos giravam juntos. Coisa linda.
Logo na entrada da primeira área encontramos os franceses que haviam largado bem antes. Marvilha. Estava dando certo.
Na segunda perna, foi surgindo mais e mais PW. Chegamos a voar em 22, todos juntos. A classe toda estava no bandão tentando avançar. Cada térmica era um paliteiro! Eu queria ter uma filmadora junto.
Um pouco antes da segunda área havia uma ''cuenca''. São regiões pantanosas onde não se planta nada. Quando está seco tem gado. Agora, está tudo alagado. Um pântano gigante.
Entramos nessa cuenca já um pouco baixos (600 m) e fomos avançando. Todos começaram a abrir para tentar buscar alguma térmica. Apenas um PW foi bem a direita e conseguiu se manter mais alto, mas estava apartado do bandão.
Eu colei no Eduardo Crego (ZA) que é um argentino muito experiente e saberia se safar melhor nesta situação. Quando estava a menos de 300, em um local horrível para pouso fora, o Crego girou. Fiquei eufórico pensando que ele tinha encontrado uma térmica, mas na verdade ele deu um 180º para sair daquela região. Pensei em voltar com ele, mas olhei para trás e vi que alguns planadores estavam girando e o objetivo dele era chegar naquela térmica. Com um cálculo rápido de cabeça, achei a estratégia ruim e arriscada demais, visto que chegaríamos na termica atrás com menos de 100m. Se não pegasse nada era pouso fora na certa. Resolvi ir um pouco em frente e vi o FF tentando pegar algo. Eramos em 21 planadores desesperados, cada um tentando se salvar a sua forma. Cheguei junto ao FF e  conseguimos achar o centro de uma térmica salvadora de 1 m/s. Quase no chão.
Todos vieram conosco e subimos a 700m.
Beliscamos a segunda área e começamos a volta.
Logo encontramos outra térmica e subimos a 1.300m. Faltava 350m para o planeio final.
Aquela decisão do Crego realmente não deu certo. Ele havia pousado fora. Um francês também ficou.
Nos juntamos novamente num bandão e encontramos mais duas boas térmicas que nos garantiram um planeio final sossegado.
Ufa. Missão cumprida. Prova de 3 horas completada em um dia horrível onde a temperatura ficou novamente 1º abaixo do previsto e a maldita inversão nos apertava contra o solo.
Não fiz uma prova maravilhosa pois larguei um pouco antes dos demais e cheguei praticamente junto, mas me diverti um monte. Dificilmente vou voar com mais 20 planadores iguais.

Prometo que vou colocar umas fotos agora. Chega de textos longos!

Abraços,

Matheus.



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

ARADO 4 ALL

Todo mundo no arado hoje.
Todos inteiros e devidamente resgatados.

Logo mais faço um post caprichado!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Todo mundo em casa!

Matheus, Pimenta, Gugui e Navarro em casa!

Logo saem os resultados e o relato do Matheus, agora vamos tomar uma Quilmes patrocinada pelo Wally e pelo Batata!

Massive land outs. Again. Again.

Ontem foi a vez da Standard. A classe inteira foi pro arado.
Na World, Matheus e Pimenta também pousaram fora.
Gugui e Navarro voltaram da prova da Club, mas muitos (bons) pilotos pousaram fora. Um balde de agua fria praqueles que visavam o topo do ranquing.

Hoje teremos a Noite Internacional. As delegações de todos os países prepararão alguns comes e bebes.

É o dia de entorpecer os pilotos gringos com caipirinhas. Muitas delas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Massive land outs. Again.

Mais um dia de arado pra uma classe inteira. Nenhum piloto da Club Class voltou pra casa hoje. A cabeça do meteorologista está em jogo!
Gugui disse que foi um dos piores dias de voo da vida dele. E deve ter sido o mesmo para alguns outros pilotos da classe.
Saí com o Léo e Renato em busca do JB com a Equipe da Itália nos seguindo, pois o piloto deles estava seguindo o Gugui. Até no arado.
O Wally fez a gentileza de bater as coordenadas do SPOT do Gugui com o Google Maps eu fiz meu GPS com as informações dele. Na mosca, chegamos lá rapidinho.

1- Sai do Aeroporto e vai até Benito Juares
2- Anda 22,5km
3- Procura o Gugui acenando no lado da "ruta"
4- Se chegar num trilho de trem, volta porque não vimos o Gugui.

 Meu Super GPS

Lavoura que "alquilamos"

Navarro pousou com mais 20 planadores em outro arado. Uma festa lá e um comboio quilométrico saindo daqui. Branko, nosso amigo Sérvio, quase chegou em casa, pousando a uns 5km da pista. Dava pra voltar a pé. Com isso ele ganhou a prova do dia e, provavelmente, um pote de dulce de Leche La Chavense (o melhor do mundo) e uma garrafa de vinho. Dois problemas pra ele, que é intolerante a lactose e não pode beber derivados de uva, mas acampamento brasileiro trará uma solução...

Amanhã temos expectativa de um dia melhor, com uma amplitude térmica maior que hoje.

Ahhh, você que está lendo, COMENTA! Queremos interagir com vocês (virtualmente, sem troca de fluidos). E quem comentar mais vai ganhar duas cucas, uma de uva e uma de goiaba.

Voo de hoje muito difícil.

A previsão para hoje era de um dia um pouco mais difícil do que ontem. Estamos sob influência de uma massa de ar frio que garante o azulão. Mesmo tendo a previsão desfavorável, foi marcada uma prova de área com os mesmos pontos da AST de ontem, com tempo de 2,5 horas. Eu achei a prova muito longa, pois a classe world era a última a decolar e a previsão era de o dia acabar por volta das 17:30, 18h.
As classes club e standard decolaram e logo notávamos que não estavam subindo muito bem. Topo das térmicas a 1.100m.
Decolamos na correria, pois a cabeceira em uso era a 18, oposta à que estávamos utilizando. Nesta cabeceira tem uma área alagada e deixaram os PW do lado para que pudessem alinhar depois da decolagem das duas outras classes. Quando chegou a hora de alinhar os PW, houve uma total organização. Desordem total.
Acabaram me colocando na decolagem antes da hora. Saí segurando navegador, fazendo check. Isso tem que melhorar.
Bem, no ar, logo que desliguei encontrei na mesma altura o francês campeão (Laurent Couture). Colei nele e chameio Pimenta. Logo estávamos todos juntos. Equipe francesa e os brasileiros.
Optamos por voar na cola deles pois o dia seria difícil  e isso nos daria uma boa vantagem.
Nos posicionamos próximos a largada (que é bem afastada do aeródromo) e largamos. Os 3 franceses a frente, nós (CL e CG), Allan Barnes da Austrália e mais alguns outros.
Logo o Allan tomou a decisão de abrir bem a direita, o que achei equivocada. Os franceses por sua vez, abriram bem a esquerda, que também achei errado. Eu teria ido na proa do ponto, talvez um pouco a esquerda que era de onde vinha o vento.
Os franceses tentaram pegar uma térmica onde haviam alguns planadores mais altos. Ocorre que estes planadores eram da outra classe que tinha a faixa em outro lugar, ou seja, não haviam largado ainda e não era garantido que estariam girando alguma coisa forte.
Eles passaram lá, desprezaram a térmica fraca e foram a diante. Fomos juntos.
Chegamos a 300m em um zerinho. Desespero total. Logo na largada pegamos uma bananosa por uma estratégia meio suicida. Como os franceses chegaram um pouco antes, conseguiram ficar uns 50m mais altos. Eu, o Pimenta e mais alguns ficamos baixos. O zerinho virou -0,5. Eu estava a 200m apavorado.
Resolvi ir em frente. Não havia o que fazer.
O Pimenta voltou para a pista com vento de calda, mas eu não ia conseguir chegar.
Pequei uma descendente e fui a 100m acima de algumas colheitadeiras. Consegui pegar uma bolha. Já havia anunciado o pouso fora.
Nessa bolha, consegui me manter um pouco e logo subi 1, 1,5, 2,0 e fui arrastado pelo vento para cima do aeródromo.
A térmica se desfez a 400m e eu busquei outra. Assim foi. Bananosa por mais de meia hora. Muitos planadores que partiram depois chegaram junto e conseguimos subir.
Minha média havia caído para 13 km/h. Eu deveria dar uma nova largada, mas só de pensar em voltar na faixa, ter de subir e dar uma nova largada para fazer uma prova de 2,5h já me dava um desânimo. Decidi aproveitar o bandão e tocar para frente. Esquecendo a média horária.
Fomos tentando nos sobreviver com um componente de proa de 30 km/h. Pegamos algumas térmicas de 1,5 a 2m/s. Algumas chegaram a dar picos de 3.
Fui evoluíndo até entrar na primeira área.
O bandão virou e eu também virei. O bandão estava sempre a frente e acima, assim eu não conseguia alcança-los. Logo que viraram a primeira área, dispersaram. Alguns forma mais a esquerda para fazer uma quilometragem maior, outros foram a direita e eu, plotei no SeeYou a borda da área e fui lá.
No caminho as coisas enfraqueceram. Tentei sobreviver. Térmicas de 1m/s.
Pelo menos havia componente de cauda de uns 20km/h.
Deveria fazer uma escolha. Ou eu beliscava a área, tentava subir e voltava para casa antes do tempo ou tentava fazer mais quilometragem e corria o risco de pousar fora, pois nessa hora estava sozinho.
O dia parecia que estava enfraquecendo e o topo das térmicas era baixo (1.200, 1.300m). Com o PW, isso dá pouca autonomia, ou seja, uma térmica que você não pega no azulão, já fica em situação bem difícil.
Na borda da segunda e última área encontrei uma térmica de 1m/s. Subi um pouco mais ainda faltava 300m para o planeio. Decidi voltar para casa. Pelos meus cálculos, chegaria 2 ou 3 minutos antes do tempo, mas como minha média era ridícula, pouca diferença faria.
Logo a frente encontrei um 3m/s e garanti um planeio final tranquilo. 380m de reserva (deve-se passar a pelo menos 140m na chegada). Como havia abandonado a última área, o que eu fizesse no caminho pouco mudaria. Eu tinha apenas que chegar.
Faltavam 20km para chaves e havia vento de través. Fui pegando muitas descendentes e nada de ascendentes. Há um instante que você não sabe se chega ou não. Se continuasse a descer, eu não chegaria ou chegaria muito apertado.
Se parasse, daria certo.
À 8 km de Chaves saí da descendente e peguei uma das térmicas mais fortes do dia. Como eu não precisava girar, só baixei a velocidade e ganhei uma boa reserva novamente.
Cheguei uns 5min antes do tempo, mas garanti a prova. Hoje foi muito difícil.
Os franceses optaram por dar uma nova largada. Estratégia que deu certo. Conseguiram chegar em casa e fizeram uma boa média, mas o risco era alto.
Precisamos de alguns dias bons para que possamos voar rápido. Estes dias marginais são difíceis. O fator sorte aumenta muito.
O Gugui e Navarro acabaram de pousar fora. Pelo que sei, ninguém da club class voltou.
Tomara que amanhã melhore. A briga continua!

Abraços,

Matheus.

Dia muito complicado.

A situação até o presente momento é bem difícil. Eu completei a prova com uma velocidade média ridícula. Tirei o planador de 100m de altura logo após a largada. O Pimenta pegou a mesma bananosa e voltou para a pista, decolou novamente mas não conseguiu dar a largada (é longe da pista).
O Gugui acabou de pousar fora (acredito que há uns 30 fora) e o Navarro está a 600m, mas faltando uns 500 para entrar no planeio final. Está junto de um bandão. Agora é 18:35 local.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Festa de Reis e o "ABRE" Oficial do Campeonato!

Como nenhum dos meninos postou sobre isso, eu estou vindo. Dia 05 foi a abertura oficial do 32°Campeonato Mundial, e como não haveria voo nesse dia, na noite anterior,eu e Matheus saímos dar uma volta na cidade e acabamos nos deparando com a festa de reis. A festa de reis é bem grande por aqui, se estende do dia 03, até o dia 06 de janeiro. Lá havia um show rolando, barraquinhas com comida e todo o pessoal da cidade confraternizando.
No dia seguinte, acordamos tranquilos, pois não haveria voo. Ali pelas 5 da tarde nos dirigimos para o centro da cidade onde desfilamos na solenidade de abertura. Após a cerimônia no centro, fomos recebidos num outro local, onde nos oferecem vinho e as tradicionais empanadas argentinas.
Ontem, já era pique de campeonato. Acordamos cedo e todos esperávamos um bom dia. Pela manhã houve o hasteamento das bandeira dos países participantes do campeonato, e a tarde todos partiram para a primeira prova que acabou sendo bem frustada pra todos como o Matheus contou nos posts anteriores.


                                     
O show da Festa de Reis


Mais da Festa 


Todos prontos pro desfile.


  Cerimônia de abertura, com um show de dança "gaúcha", eu e Matheus estávamos em casa! haha


Hasteamento das bandeiras, dia 06


 Campeões mundiais acendendo a pira olímpica, Sebastian Kawa e a turminha


 Eu e Branko, decidindo quem é o mais alto





Hoy, Hoje, Today... Hoje foi!

Internet lenta, dia bom! Hoje foi. Deixamos o ''mañana'' para o passado.
O dia amanheceu chovendo. Ninguém botava fé que aconteceria alguma coisa. Alguns resgatados do histórico dia de ontem ainda chegavam pela manhã.
Logo cedo, com o tempo todo nublado, veio um argentino e avisou que o grid abriria às 10. Eu não sabia se dava risada ou ficava triste, masss. É verão e as coisas evoluem rápido aqui.
Logo ao sul já se via que a frente passara e o tempo ia melhorar, mas o pessoal ainda não acreditava em uma prova ''voável''.
Levamos os planadores para o grid com um vento relativamente forte (30 km/h), mas sem a cobertura que logo cedo tapava Chaves.
Briefing bem tarde (12:30) sem muitas informações meteorológicas, não havia sondagem ainda. Prometiam nos levar as informações até a decolagem.
Haviam duas provas, a ''A'' (AAT) de área e a ''B'' de corrida (AST). Quando fomos para a pista, já haviam cumulus sobre Chaves, mas o setor das provas estava azul. Segundo o meteorologista e o Batata, os cumulus eram decorrência de uma convergência de massas de ar e nem sempre significavam movimento ascendente. É um fenômeno bastante raro aqui, mas pela proximidade do mar acontece.
Foi determinado que deveríamos fazer a prova ''B'', ou seja, corrida!
Colocaram a Classe Wold na frente (eu queria decolar depois para não ser cobaia, mas novamente saímos antes pois a prova de ontem não foi validada). Logo no reboque a 450m senti uma térmica muito forte e decidi desligar, pois vi muitos planadores baixos retornando para a pista. Foi a térmica mais forte do dia: 4m/s. Fui o primeiro a colar na base do cumulus a 1.650m.
Como a largada sempre é longe, fui para o lado da linha, pois a estratégia de hoje era tentar largar cedo e completar a prova, pois a meteoro ainda era uma dúvida.
Como a prova valeria pouco por ser curta, pouco ia mudar chegar em 1º ou 10º, o importante era completar para não ficar muito atrás.
Cheguei próximo da linha um pouco baixo, mas relativamente cedo. Peguei algumas térmicas fracas e consegui subir. Me juntei a um bandão que estava um pouco mais alto e tentei subir mais. Também estava procurando o Pimenta para voarmos juntos, visto que no azul quanto mais parceria, melhor.
O bandão que estava logo acima largou e eu aguardei um pouco o Pimenta que estava logo abaixo, mas estava muito bem posicionado e colado na base. Larguei, poucos minutos antes do Pimenta, que veio atrás.
Vi um planador girando em um cumulus que parecia o último antes do azulão e acelerei até lá. Cheguei a 1.300m e vi que o cara estava girando meio metro. Não acreditava que em um campeonato mundial alguém gira meio metro no início de uma prova e estando alto ainda. Pensei que eu não havia encontrado o centro, dei algumas voltas até ver que o cara estava mesmo errado. Nisso o Eduardo Crego da Argentina e o Pimenta me alcançaram.
Comentei com o Pimenta da importância de acompanharmos o Crego, pois é piloto experiente e local. Seria uma grande vantagem, mas o pimenta acabou se adiantando um pouco e perdendo um canhão que encontramos. Ele foi ficando baixo e nós nos mantemos altos. Acabou pousando fora próximo ao primeiro ponto.
Eu não acompanhei o Eduardo Crego pois optei por girar uma térmica de 3m/s que ele passou do lado, mas não o perdi de vista. Procurei voar sempre com ele no visual.
Virei o primeiro ponto e comecei a ver alguns planadores a frente, fui tentando me manter alto, pois estava tudo azul e eu não queria arriscar. Chegando no segundo e último ponto, vi um bandão girando ao lado e consegui subir ali com 2m/s. Esse bandão saiu, virou o ponto e foi para a chegada, faltando ainda uns 400m para entrar no planeio.
Eu virei o ponto logo depois e fiquei com o bandão na mira. O Eduardo Crego estava junto com os caras.
Vi que eles perderam alguns minutos tentando subir em uma térmica fraca, mas havia um planador girando uma térmica forte um pouco ao lado. Fui direto nele.
O bandão também notou isso e abriu 45º para este cara que estava subindo mais. Chegamos todos juntos e subimos com 3m/s para entrar no planeio.
Deixei eles saírem uma volta na frente. Sabia que haviam largado bem antes de mim. No planeio final pegamos algumas térmicas e ficamos com boa reserva, o que convertemos em velocidade. 4 PW muito próximos a 200, 210 km/h. Adrenalina na veia!
Quando saímos da última térmica, vimos alguns PW chegando, imaginei que eram os franceses que haviam dado largada bem depois. Pensei que tinha perdido deles, que são os campeões.
Bem, ao ver o resultado além de surpreso, fiquei feliz.
Faltam alguns pilotos ainda, mas mesmo que eu perca algumas posições, já está de grande tamanho.

Atribuo o bom resultado ao beijo que ganhei da minha equipe antes da decolagem!

Obrigado ao Maikon que foi meu instrutor, me ensinou a voar nas competições e que me ligou há pouco feliz com o resultado.

Mañana? Segue o baile! Temos todo o campeonato pela frente ainda...

Day 1, today, World class, Preliminary results
Racing Task
044EBAG - 091LASAL - 121ROLD - 001OTTO
Task length: 116,3km
Maximum Points: 332, Day factor = 0,978, 
#CNPilotTeamGliderStartFinishTimeSpeedDist.PointsPen.
1.ZAEduardo CregoARGPW 514:41:5216:14:5801:33:0675.0km/h116.3km324
2.ENMatias PasztorHUNPW 514:45:3916:20:0901:34:3073.9km/h116.3km317
3.CGMatheus FontanaBRAPW 514:37:3916:16:1801:38:3970.8km/h116.3km296
4.PJJakub BarszczPOLPW514:32:3616:15:0001:42:2468.2km/h116.3km278
4.F14Jedrzej SklodowskiPOLPW 514:32:4116:15:1301:42:3268.1km/h116.3km278
6.Y6Luciano AvanziniITAPW 515:02:1816:45:5701:43:3967.3km/h116.3km273
6.MARichard MontignyFRAPW 515:02:1316:45:5501:43:4267.3km/h116.3km273
8.RLLaurent CoutureFRAPW 515:02:0816:45:5501:43:4767.3km/h116.3km272
8.VAPetr SvobodaCZEPW 515:01:4516:45:3801:43:5367.2km/h116.3km272
10.WPPasztor JorgeHUNPW 514:45:3816:29:5001:44:1267.0km/h116.3km270
11.OKIvan NovakCZEPW-515:01:5016:46:2601:44:3666.7km/h116.3km269
12.IGSebastian RieraARGPW 515:00:4616:45:3401:44:4866.6km/h116.3km268
12.ABAimar MattanoITAPW 514:35:1516:20:0501:44:5066.6km/h116.3km268
14.STJorge TartaraARGPW 515:00:4616:45:4101:44:5566.5km/h116.3km267
15.PMEric SoubrierFRAPW 515:02:1216:48:2001:46:0865.8km/h116.3km262
16.HKTomas KuzmickasLITPW 514:28:1816:14:4501:46:2765.6km/h116.3km261
17.AEAllan BarnesAUSPW514:32:4016:21:5001:49:1063.9km/h116.3km250
18.DCDmitry TimoshenkoRUSPW 514:33:1516:33:3702:00:2258.0km/h116.3km209
19.VM*Tom McknightUSAPW 515:11:000
19.OW*Marcelo RicoESPPW 515:03:000
19.FF*Slavomir PiskatyCZEPW515:02:000
19.CL*Fabio PimentaBRAPW 514:40:000
19.ZE*Viktoras KukcikaitsLITPW 514:30:000


domingo, 6 de janeiro de 2013

Internet maravilhosa, dia péssimo!

A internet está maravilhosa aqui no aeroclube. Isso porque não tem ninguém aqui! Todos equipes e pilotos no mato.
Hoje foi o dia mais atípico, difícil, ruim.... da minha vida. Vamos ao início.
Preparamos o planador com bastante entusiasmo. Aliás, iniciava-se o WGC 2012 de verdade!
Participamos do evento solene de asteamento das bandeiras, tudo muito lindo e emocionante. Logo fomos ao briefing e começamos o planejamento de prova.
Eram provas AST para toda galera. Duzentos e tantos km para a Wolrd Class. Céu azul, calor aumentando, todo mundo botando fé!
A previsão meteorológica era de bases mais altas (passando dos 2 mil metros) e térmicas boas (até 4 m/s). Também havia previsão de cumulus.
A previsão acertou na mosca, só que não, tudo na trave. Céu azul, térmicas fracas, vento forte. Fomos para a pista (nossa classe World era a primeira). Logo lançaram o sniffer que... não subiu. Aí autorizaram a decolagem da galera. Mais uma vez eu pergunto: POR QUE SNIFFER???? O Sniffer é o cara mais experiente da região, Sr. Mario Reinosso. "El Negro" para os íntimos. Sr. Reinosso foi quase uma dúzia de vezes Campeão Argentino, participou de vários mundiais e conhece toda a região como ninguém.
Se o Sr. Reinosso não subiu como sniffer, qual a probabilidade dos outros pilotos conseguirem isso na mesma condição meteorológica?
Não seria mais prudente e adequado esperar algo evoluir?
Resultado da brincadeira: 50 planadores girando baixo com vento de 45 km/h. Subiamos 200 metros e voltávamos para cima da pista, na mesma altura ou mais baixo. Foi assim por horas. Perdi as contas de quantas vezes fiquei abaixo dos 300m. Muuuito difícil. Subir com vento forte e térmica fraca é muito difícil.
Poderia piorar? Sim, lançaram a última classe que estava aguardando a evolução das condições. Quase 100 planadores entreverados nos paliteiros.
Logo o Batata nos disse que era para tentar se manter voando que em poucos minutos subiria 1ºC e as térmicas romperiam uma camada de inversão. Tudo evoluiria!
Foi uma sábia dica. Realmente isto aconteceu. Logo peguei uma térmica de 2,5m que me jogou a 1.250m ao lado dos franceses, checos e poloneses. Vi alguns planadores mais altos e pensei, vou esperar mais 5 ou 10 minutos para que o tempo evolua mais e assim posso partir mais alto. Aí
e que começa o segundo capítulo da novela.
Os franceses, poloneses e checos saíram e eu fui descendo. 1000m, 900m, 700m. Fui em baixo de alguns planadores que estavam girando. Nada. Apenas sendo carregado pelo vento.
A faixa de partida é sempre afastada do aeródromo. Cada classe larga de um ponto distante. Nossa faixa era no sentido do vento, ou seja, com 700m na faixa, eu não conseguia voltar para casa, pois teria de encarar um ventão que agora era de 50 km/h com rajadinhas mais fortes.
Ou eu subia ou pousava fora antes da largada. Seria um fiasco total.
E assim foi. Só não foi pior porque NINGUÉM fez muita coisa. Alguns pousaram fora antes da largada, outros pousaram meia dúzia de km's depois. Os mais heroicos e sortudos foram um pouco mais longe, mas acho que ninguém vai fazer o mínimo necessário para validar a prova. Se validar, vai valer pouca coisa. TODOS pousaram fora ou abandonaram a prova.
Uma lástima. Começamos o campeonato com a meteorologia muito ruim. Estamos desde o dia 24 aqui (14 dias!) e fizemos apenas 1 vôo meia boca.
É uma grande lástima, pois a organização do campeonato está impecável. A Argentina toda está aqui trabalhando. A cidade está muito mobilizada. Todo mundo de mãos dadas para nos proporcionar momentos maravilhosos. Imagino o quanto deve ser difícil organizar um evento deste porte, todo mundo está dando seu máximo.
Eu acredito muito que o tempo vai mudar. Tudo vai melhorar. É pouco provável que vamos passar um mês sem condições de voar. Acredito que nem no inverno gaúcho isso é possível.
O povo Argentino merece um campeonato maravilhoso. Vamos rezar!

Quanto aos outros brasileiros, o Pimenta pousou há trinta e poucos km da faixa (foi muito bem!!), o Gugui decolou 2 vezes e também pousou próximo a Chaves e o Navarro foi mais longe. Até agora não chegou. Pousou em uma lavoura com mais 24 planadores!!!

Amanhã promete melhorar. Mañana! Manhãna! Não vejo a hora de falar Hoy!

Já estamos treinados em montar e desmontar o PeeWeezinho.

Pessimo dia..

Hoje fiz o pior e mais difícil vôo de planador. Pousei fora, já voltei para o clube. Tudo certo. Planador montado já.
Tempo horrível em Chaves. Acredito que nenhum planador conseguirá completar a prova. Praticamente todos pousaram fora. Vários decolaram 2 vezes e nem conseguiram dar a largada. Vento de 50km/h e térmicas extremamente difíceis. Nenhuma nuvem para balizar.
Até a noite faço um relato completo.
O tempo precisa melhorar, se não o fator sorte vai mandar no jogo.

Abraços,

Matheus.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Fotos...

Equipe YY (03/01)

Equipe JB (03/01)

Grid pequeno... (03/01)


Cada fila tem pelo menos meia dúzia de planadores! (03/01)

Os planadores alemães são muito bonitos, mesmo os mais antigos como esse LS1f do gente-fina Simon Roupp.


Essa Libelinha é uma perfeição. Desde a pintura até o painel. Tudo coisa de primeira em um planador de mais de 40 anos.

Tudo que o LS1, Libelle e Discus 2 tem de bonito, esse Gênesis II tem de esquisito (pegando bem de leve).

Último dia de treino...

O tempo aqui em Chaves continua uma novela mexicana. Hoje acordamos com um sol lindo e pouco vento. Tudo certo para fazer um belo treino antes das competições. Antes das 9h o JB, YY e CG já estavam na pista prontos para voar.
Briefing dos Team Captains, logo após para os pilotos. Previsão meteorológica previa a entrada de alguns cirrus, mas indicava vento moderado e térmicas até de 3 m/s. Provas na mão, estratégia traçada e... ao ir para a pista às 12h notei uma barra de cirrus no horizonte. Comentei com a Anna que ia melar.
Não deu outra. As coisas evoluem muito rápido aqui.
A classe world era a primeira a decolar. Saiu um sniffer (Puchacz com um piloto local experiente) e nada. Ficou nos 500m girando meio metro.
Mesmo assim autorizaram o início das decolagens. Fiquei pensando então qual o fundamento de mandar um sniffer. Acho que o tesoureiro do campeonato está mandando mais do que o meteorologista,  comissão de provas...
Decolamos e logo pegamos canhões de 1m/s com picos de 0,5. Nos 1000m tudo acabava. Aquela barra de cirrus do horizonte já cobria Chaves e a região para onde deveríamos ir já apresentava sinais de que poderia até chover.
Para minha surpresa, a classe standart que estava atrás também decolou, tornando os paliteiros em verdadeiros carrosséis bem divertidos. Todos queriam se manter ''vivos''.
Quando chegou a vez da classe club decolar, resolveram aguardar um pouco. Logo cancelaram! Ufa, imaginem 90 planadores girando 2 ou 3 térmicas próximas ao aeródromo com teto de 1000m?
Cansado de remar, fui para cima da pista e pousei.
Se fosse um dia de provas, certamente teria dado largada e feito o máximo possível, mas um pouso fora seria quase inevitável.
Procurei o Lucas da meteorologia que me sugeriu desmontar o planador. Parece que vem tormenta por aí. Até agora (22h) não veio nem um pingo. Tá tudo parado.
Todos desmontaram os planadores e os que tem carreta aberta levaram para um depósito na cidade. A previsão é de granizo para logo mais.
Amanhã é day off. Abertura do campeonato.
Domingo começa a peleia! É faca nos dentes!

Temos internet no camping. Podemos escrever no conforto das ''carpas'', mas só vamos fazer isso se vocês deixarem seus comentários!

Abraços e até amanhã!

Matheus.

Resultados

O Site do campeonato está desatualizado, porém os resultados das provas são divulgados quase em tempo real no Soaring Spot. http://www.soaringspot.com/wgc2012/


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Prova de ontem e tentativa de hoje...

Ontem fizemos uma prova AST de quase 200 km (world class). A previsão meteorológica era de um dia mediano, apesar de parecer melhor visualmente. Foi a única prova que conseguimos voar e chegar até agora.
A classe World era a primeira a decolar, tendo eu e o Pimenta na primeira fila. Decolamos e logo conseguimos subir até a base, que estava em 1.400m. As térmicas não eram fortes. 1,5, 2,0m, mas o vento era fraco (15 km/h), o que nos dava boas chances de completar a prova com tranquilidade.
Logo toda a classe estava no ar e buscando as mesmas térmicas. Paliteiros com 15, 20 planadores. Alguns bem afobadinhos querendo subir o máximo possível, mesmo antes da faixa abrir. Não gosto muito disso, pois a competição começa após a partida. Antes, é só para colocar a integridade dos outros em risco.
Eu e o Pimenta ficamos juntos e decidimos esperar um pouco, pois era prova AST e seria uma boa vantagem largar um pouco depois do bandão. Haviam alguns cumulus, mas com ciclo bem rápido. Tinha que chegar no início pois logo se dissipavam.
Fomos até a faixa de largada, sempre junto do bandão (franceses, poloneses, checos, um australiano muito experiente, um argentino gente fina...), e ficamos ali esperando e tentando ganhar mais alguns metros.
Quando vimos que o bandão saiu, ficamos girando mais alguns minutos (uns 10) e largamos. Logo no início já vimos alguns planadores girando na frente. Foi fácil alcança-los.
No primeiro ponto eu e o Pimenta acabamos nos afastando. Eu colei no bandão e começamos a ficar baixo. Logo uns poloneses que estavam mais baixo do que eu encontraram uma boa térmica (2m/s) e subimos até a base. Fomos evoluindo rápido, até eu cometer um grande erro.
Eu havia largado depois e estava voando junto dos pilotos de ponta, mas eles não estavam levando o treino muito a sério pelo jeito. Giravam térmicas fracas e eu decidi ir um pouco mais a frente. Peguei um canhão e fiquei bem posicionado. Aí que veio a m. Havia um caminho à esquerda encarando o vento e outro à direita. Vi um planador girando bem baixo neste caminho da direita e resolvi ir por alí. Ferro. Não peguei nada, o vento me jogou para fora da rota e fiquei baixo. Para não ficar abaixo dos 500m e arriscar pousar fora em uma região totalmente alagada, aceitei girar térmicas bem fracas até conseguir voltar ao jogo.
Fiquei assistindo os caras bons passarem rápido e alto pelo lado certo...
Finalmente consegui subir e voltar para casa.
Foi um bom treino. Algumas lições aprendidas.
O bom foi que consegui voar um bom tempo com os caras e aprender a melhor forma de subir com o PW, pois tenho pouquíssima experiência com este planador e estava em dúvida quanto às velocidades, raio de curva...
Hoje era treino oficial ''às deva'' hehehe. Tinha que voar, mas o vento era de 50 km/h e as térmicas fracas. Classe Club no ar, remando, remando, remando. Paliteiros grandes sobre a pista tentando se salvar. Classe Wold resolveu abortar e os mais poderosos (classe standart) também foram no vácuo...

Todos no chão, ninguém fez nada. Mais um dia se foi.

Amanhã... só Deus sabe!

Abraços.

Matheus.

Ventos

Dia de treino obrigatório. Pesagens, grid, decolagens, tudo padrão. Menos o vento. Com 50km/h toda a Classe World ficou no chão. 
A Classe Club decolou primeiro, mesmo após o Sniffer reportar que as condições não eram favoráveis. 
Como era de se esperar, ninguém partiu para a prova de 3 horas.

No grid temos 11 filas, algumas delas com até 9 planadores alinhados. Essa é uma das coisas boas de ter uma  larga pista de grama, além de ser visualmente fantástico! 







quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dia de AST

Com a melhora da meteorologia, hoje foram feitas provas AST. Todo mundo feliz, todo mundo em casa.
A boa notícia é que a pista esta secando e não temos previsão de chuva para os próximos dias.
Amanhã o dia de treino é compulsório, tudo funcionará exatamente como um dia de prova. Será um teste para toda a organização.
Embora os pilotos tenham entregado os log's, nenhuma pontuação foi divulgada. Quem sabe "mañana".

Grid do dia de treino

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ano novo Brasileiro!

Também teve festa de ano novo no acampamento brasileiro, e como era de se esperar alegria e caipirinha não faltou.
 Antes de irmos a ceia da família argentina, ficamos um tempo com nossos irmãos brasileiros, e como sempre a felicidade tomava conta do acampamento. Carol fez a decoração com balões brancos e bandeirinhas do Brasil, e o Bruno fez caipirinhas para nos aquecer, pois estava muito frio aqui.
Acabamos saindo cedo, mas pelo visto a festa no Camping também foi maravilhosa.
Bruno preparando as caipirinhas.
Carol terminando a decoração.

Brasileiros,argentinos, sérvios e alemães, todos loucos pela caipirinha!

Família!

Hospitalidade, carinho, reunião familiar, sentimento fraterno... Normalmente sentimos tudo isso quando estamos junto de nossa família, em nossa casa e em algum momento especial. Como viver isso estando a quase 2 mil km das pessoas que amamos? Fácil se você estiver em Adolfo Gonzales Chaves e for até a casa da família Villanueva!
Esta família havia nos convidado a passar a ceia de Natal em sua casa. Houve uma falha de comunicação e acabamos fazendo a ceia junto do Gugui e família, que haviam chegado em Chaves no fim do dia 24.
Como forma de retribuir o carinho com que nos fizeram o convite, fomos então passar a virada do ano com essa família.
Chegamos na casa da Família Villanueva às 9:45 da noite de ontem (31) e fomos recebidos com muito carinho. Casa cheia, mesa farta, muita alegria e um sentimento de que já os conhecíamos há anos. Nos sentimos em casa!
Como toda família tradicional argentina, tudo começou com a entrada. Haviam várias especialidades da cozinha argentina. Depois, um cordeiro assado (maravilhoso por sinal!!). Acho que comi quase 1 kg de carne! Após o cordeiro, vários doces tradicionais, salada de frutas...
Sentamos à mesa por volta das 10h e saímos quase às 2 da manhã. Muita conversa, muita risada, muito calor humano.
Passamos as festas longe da nossa família, mas em compensação, ganhamos uma família argentina.
OBRIGADO FAMÍLIA VILLANUEVA!